quinta-feira, 13 de abril de 2017

Um ano de blog:

08:55:00
Não me canso de vos mostrar este meu projeto que fez um ano este mês. Estou tão orgulhoso quanto possível.
Começou com uma brincadeira. Escrever sobre algo da atualidade que me chateava ou fascinava. Mas achei que partilhar isso só com os meus amigos não chegava então decidi criar um blog. Remava contra a maré na altura em que a comunidade blogger era (e ainda é) composta maioritariamente por bloggers de moda. Remava em direção aos textos criticos, uma mania minha da altura para me obrigar a escrever. Dei comigo, após um site no Wix, a ter de mudar de nome e de logo e até de plataforma para poder ter mais liberdade tanto criativa como de design. Acabei a criar o blog "Uma Questão de Espaço" no dia 13 de Abril de 2016 só tendo publicado algo um mês depois.
E por algum motivo desconhecido as pessoas passaram a ler o meu blog. Passaram a seguir aquilo que eu escrevia. Primeiro foram amigos em conversas no bar e depois familia, até chegando a completos desconhecidos a virem falar comigo. Não podia estar mais orgulhoso de mim e mais lisongeado por todas as palavras amaveis e de incentivo que já me disseram acerca deste blog. Obrigado a mim mas principalmente a todos vós que seguem o blog!

sábado, 8 de abril de 2017

Resenha: Fome

11:14:00

Boas!

Voltamos então às resenhas. E a desta vez é seguramente uma das maiores surpresas que já tive. Uma clara aparição que não estava à espera.













O que dizer deste Livro. Não me enganei, é mesmo um Livro com L maiúsculo. Eu já vinha preparado para o que aí vinha. Já o tinha visto várias vezes à venda por aqui e por aí mas nunca me suscitou interesse até ao dia em que o decidi abrir em plena Fnac Colombo e me deparei com isto:


Durante as 200 páginas, Raul faz-nos emergir por entre jogos de palavras e jogos de sentimentos. Entre o amor e a vergonha, a empatia e a solidão, o autor explora de maneira audaz tudo isso com frases chave que realmente são o que são: frases. 
Este livro não se eleva a história com meia duzia de frases clichês sobre o quanto uma pessoa ama a outra. Este livro só tem as frases clichês, mas fez-me sentir que poderia ter mais. 
Dei comigo no final da 500ª frase a querer mais 500. Senti o que o autor quis dizer com cada uma das frases e quis ser eu a ter escrito algumas. 
Admito ter tomado partido de uma ou outra no meio de conversas mais pessoais e por isso admiro este livro. A razão porém de ter demorado tanto tempo a fazer a resenha desta obra toma-se pela dificuldade em largá-la. Eu confesso aqui que li este livro três vezes antes de fazer a resenha! E de cada uma queria ler mais outra. Até que me veio o peso da responsabilidade e decidi fazer a resenha do livro.

Vou ser sincero convosco, se desejam uma história para lerem quando forem para a cama depois de um dia incrivelmente cheio, este livro não é para vocês. Se querem um livro com aquela frase para que o dia termine da melhor forma, então aí sim, este é o vosso livro. "Fome" de Raul Minh'Alma é, a meu ver, muito mais do que um simples livro de reflexão, pode não mudar a vossa vida, mas vai certamente melhorar um bocadinho quando o estiverem a ler.
















Visitem o instagram oficial do blog: https://www.instagram.com/1questaodeespaco/
Comentem na página oficial facebook: https://www.facebook.com/umaquestaodeespaco/

Podem adquirir o livro aqui: https://www.chiadoeditora.com/livraria/fome

Apõem a causa através do Patreon onde brevemente será o meu livro a ser resenhado por alguém: https://www.patreon.com/UmaQuestaoDeEspaco

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Sangue impuro:

12:50:00
Que é feito de uma deusa quando o pano cai, E o céu se esvai,
Em mil e uma cores onde nenhuma representa o irmão ou o pai,
Em mil e uma noite onde nenhuma a lua se vai,
Em mil e uma cestas onde nenhuma tem o que é preciso ter para se ser mãe.

Mas mesmo assim as mais insultuosas são vitimas de versos e prosas,
Vitimas de medalhas e carroças,
Por serem tamanhas cavalgaduras de imperfeições substanciosas,
Onde se subestima a cabeça e se prega a carne por ser charmosa.

E se acham que estou a ser cruel, que não estou a ser justo,
Se me tomam por imparcial e se me querem tecer insultos,
Pois fiquem sabendo que não critico grandes estátuas, só seus vultos,

E nunca vi sombras levantar, sobre ordens de ninguém, tamanhos tumultos. 


Fonte: https://www.pinterest.pt/pin/497929302534596959/






Miguel Ricardo Simões

terça-feira, 21 de março de 2017

Se fosse uma questão de tempo eu até que esperava, Audrey Hepburn:

16:53:00
Ouvi dizer que
Se me trancasses numa torre
Vivias cem mil anos sem me vir buscar

Ouvi dizer que
Se me trancasses num calabouço
Teriam de me querer para salvar

E como ninguém me quer
E como ninguém vem falar
Tu fazes-te mulher e bem tentas comunicar

Com um parlapié adocicado
Como se de um xarope se tratasse
Falas comigo um bocado
Para que mais nada avançasse

E tudo desce e desce
Para dar volta à barriga,
ou à bexiga?
«Para quê tanta intriga?»

Talvez porque traição não dá
Já cá não está quem falou
Me disse «Não confies em estranhos»
Bem as sabia meu avô
Que de estranho já não sou
Mas esse teu olhar estrangeiro
Me fez lembrar porque já cá não estou
E porque me sinto tão estranho

Já não sou quem era
Ou quem ousei pensar ser para ti
Ou quem realmente fui e não quis

Já nem reconheces
Quem te tentou dar de tudo
Um peso sobrehumano sobre o mundo

Talvez porque traição não dá
E já não choro sobre isto
Tirou-me o sono que tinha para tirar
As olheiras começaram a aumentar
E é tão simples como rimar em «ar»
Que esta merda tinha de acabar
E eu falo do poema...

terça-feira, 14 de março de 2017

Até um dia...

17:23:00
Olá,
Que maneira mais simples e eficaz de começar a dizer tudo o que não tive coragem de dizer durante tanto tempo. Um simples “olá”. Questão que mete muitos seres a pensar. “Como ei de começar a dizer tudo o que tenho para dizer?” Basta um olá.
Não um olá muito informal, não nos conhecemos ou não nos conhecemos demasiado bem para eu te dizer um olá informal. Trato-te com cordialidade porque assim o mereces. Olá.
Não perguntarei se está tudo bem porque nunca está tudo bem. Aliás, daí que estou a escrever este texto. Nunca está tudo bem. Estou mal, estás mal, estamos mal, estão mal, o que quiserem. Aviso com relativa prévia que vou mandar “caralhadas” para o ar. Se chamar filho deste, mãe daquele, ou puta é problema meu e da mais bela língua que escolhi escrever.
Não, não está tudo bem. Antes estivesse, antes não estivesse doente, antes não tivesse trabalhos para entregar, antes não tivesse de acordar às sete da manhã, antes não tivesse de amar. “Ui, mais um que se deu mal com o amor.” Não, eu não me dei mal com o amor, eu dei-me mal com a pessoa que eu amava. “A culpa foi dela?” Não, a culpa foi minha.
Não houve falta de expressão, expressei-me das mais belas maneiras de me expressar ao sexo oposto. Prosa, poesia, musica ou um simples “liga-me.” «Não» foi a resposta dela, não podia estar mais à espera naquele momento. Senti-me traído pelos meus próprios sentidos e proclamei a mim mesmo que não estava apaixonado, que não passava de uma qualquer brisa e que logo iria passar. Muito me enganava. Quanto mais insistia, mais ela negava e quanto mais eu negava, mais ela insistia nessa ideia que devia de negar. Não, eu decidi apaixonar-me. Que fofo, que besta. Chegou a um limite, tornei-me quem não era. Queria ser eu mesmo e queria que ela fosse ela mesma. Queria quebrar as mascaras, não me apercebi que fui eu que coloquei mascaras em ambos. Tentei com jeitinho, pedi e pedi e fui bruto. Dei como garantida a nossa amizade e fingi que não queria mais com frases como «não te amo, mas queria». Mentira, eu amava-a.
E tinha tanto receio de a ver mal que tudo o que me pudesse por mal era suplantado para o mais confinado dos lugares e ou até desaparecia, eu desliguei do meu mundo para tentar chegar ao dela e quando tinha pequenos vislumbres do meu, percebia que estava a perder o mundo que tanto tempo dediquei a criar. Fui-me abaixo tantas e tantas vezes e pedi-lhe que ela me agarrasse. Um dia saturou. Não a culpo, só lhe peço desculpa.
Tantas vezes lhe disse “eu amo-te” sem nunca o dizer porque não queria ou não achava que o devesse por esta ou aquela opinião. Maioritariamente a dos meus amigos a confrontar-me com a verdade. Dizia que “não, não, achas?” lembrando-me de todas as outras que me fizeram sentir o mesmo.
Mas… ai o “mas”, o fatídico “mas”. Aquele “mas” que a vai comparar às outras e fingir que em algum momento estou a melhorar a situação. Este, mas refere-se a ela. A ela eu amava. “Deixa de ser conas e vai para outra.” Não era o que esta sociedade me diria? Não é o que eles me dizem? Mas são eles mesmos que me dizem para seguir os meus sonhos e cada vez que sonhava com ela dizia ter pesadelos!
Não estou mesmo a querer ser educativo com isto. Não estou a pedir redenção e muito menos perdão, já falhei tantas vezes e pedi perdão tantas outras. Ela sempre me desculpou, mas eu não acho que desta vez deva pedir perdão. Só um obrigado. Obrigado por teres feito parte da minha vida. Mesmo que numa breve passagem, serás lembrada.

sábado, 4 de março de 2017

Se vivesse sem ti

12:24:00
Antes de mais, desliguem as musicas! O espectáculo a que vão assistir é dos mais comoventes que tenho a horna de apresentar. Não vou falar sobre lamechisses. Não me vou queixar da vida. E não me vou pronunciar sobre o machismo (talvez noutro dia). 
Já dediquei muitos posts a muita gente, umas pessoas mereceram-no. Outras não. Outras, ainda hoje estou na dúvida. Mas este post de certeza merece ser feito e esta pessoa merece claramente o que tenho a dizer.
Sem ele, eu garanto-vos, pode soar tão gay quanto possivel mas "eu nada teria se vivesse sem ti".
E foi engraçado o como isto correu. Eu estava a pensar no que havia de dizer e escrever e lembrei-me da música de um dos meus filmes favoritos da Disney: monstros e companhia, e a musica do final.
Sabem como se chama? Pois... 
Se vivesse sem ti...
É... Sou assim tão original...
E tudo me liga àquele gajo. É impressionante!
A letra... o ritmo... até o facto de ser, sem sombra de dúvida, uma musica de Jazz, estilo que ele tanto gosta. 
Mas deixem-me contextualizar-vos com a letra e a música:








Sully: Se eu fosse rico,
Montes de euros, aos mil...
Mike: E uma vivenda,
com uma vista baril.
Sully: Se eu fosse elegante, (Mike: Não dá)
Sonhar é assim,
Eu nada teria se vivesse sem ti.
Nada teria se vivesse sem.
Nada teria se vivesse sem.
Nada teria...
Mike: Posso-te dizer um segredo? Já tive inveja (Sully: Tas verde,até) do teu grande charme.
Fazes sucesso, eu sei...
Sully: Sim eu sei, eu sei, eu sei.
Mike: Mas devo dizer-te, amigo assim nunca vi.
Eu nada teria se vivesse sem ti!
Mike e Sully: Tu e eu para sempre! Pois é tão fácil de ver!
Fico até doente, não te quero perder! Quero perder!
Mike: Mas eu não era nada(Sully: Oh não!) se não pudesse ajudar.
Sou olhito para o esquisito. Nervo optico a olhar.
Bem, também fico mal. Nem tudo é rosa para mim. (Sully: é azul, já vi)
Eu nada teria se vivesse sem ti!
Sully: Dancemos
Mike: Oh mãe, estou a dançar. Deixas-me conduzir? É verdade, tipos leves são bons a dançar. Tu não te atrevas...
Tu não te atrevas...
TU NÃO TE ATREVAS!
Ah! Devia-me ter esticado.
Sully: Não, eu não era nada se estivesse sem ti. (Mike: Eu sei o que queres dizer Sully, porque...)
Sem saber onde ir (Mike: eu sei, porque...) mas quero que fazer. (Mike: porque é que continuas a cantar a minha linha?)
Mike e Sully: Não é para dizermos (Sully: mas eu cá vou dizer) Tu viste e eu já vi,
Eu nada teria se vivesse sem,
Eu nada teria se vivesse sem,
Eu nada teria se vivesse sem ti.
Eu nada teria se vivesse sem ti.
Mike: OUTRA VEZ! FUNCIONA!
Sully: Não é para dizermos!
Mike: De onde é que veio toda esta gente?
Sully: Tu viste e eu já vi!
Mike: Vamos a isto grandalhão!
Mike e Sully: Eu nada teria se vivesse sem.Eu nada teria se vivesse sem,Eu nada teria se vivesse sem,
Mike:Ti,
Ti,
TI!
Sully e Mike: Esta canção é para ti!




E é verdade! Somos sempre assim tão animados, estamos sempre a cantar e temos as nossas diferenças como toda a gente mas só Deus sabe o que nós evoluímos graças ao outro.
Acho que nunca lhe disse isto cara-a-cara porque não tenho jeito a falar com as pessoas, jeito este que abunda nele, mas estou francamente orgulhoso do homem que ele se tornou e se está a tornar ainda. E isto dito de um bicho-do-mato que achava que os seres humanos eram um tipo de parasita ainda não confirmado. 
Meu caro, pouco ou nada tenho para dizer que já não tenha dito a não ser isto: posso (e vou) estar muito longe, longe para caraças, mas eu nada teria se vivesse sem ti!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Oi, curtes Vampire Weekend?

09:27:00
Gostaria de escrever sobre a singularidade de cada ser. O "descortinar do detalhe". A invenção do dêmo para a apreciação fatal do que culmina no nosso fim.
Na ideia sã que não estou são, mas sou capaz de ter gasto horas intermináveis a pensar no quão são consigo ser ao pé de ti. De tentar desenhar um daqueles mapas e ligar os pontos, tudo isto só para adivinhar uma conversa contigo. Esse meu hobbie dá-me prazer até mais não. Só pensar que posso falar contigo mais umas horas, mesmo que seja só na minha cabeça, nada me deixa mais feliz.
Devido à distância de dois dedos, ou mesmo que sejam dois dedos que nos liguem, nada me deixaria mais feliz que dois dedos de conversa. Conversa com dois dedos de testa. Um passinho de dança e um braço para apoiar a queda. 
Que queda?
Que queda! 
Caí completamente. Clichê, mas e quê? Nunca fui muito original naquilo que sentia, só nunca senti. E por nunca ter sentido, achei nunca sentir. Mas todas aquelas voltas de estomago não podem ser gases, muito menos sintomas prévios de parto. 
Já ameacei que parto. Saio daqui para fora ou parto a louça toda. 
Sou um zero à esquerda e não digo uma coisa direito. De oito a oitenta sem tirar o pé do travão. Gasto o alcatrão só para dizer que estou atrasado - não sou.
E se sou é por falar contigo, tanto Manuel Cruz e Tiago Gonçalves, tanto Pessoa como Espanca olham para mim lá do alto como mais um dos seus parceiros de escrita. Não que escreva como eles, mas sinto-me como eles, incompreendido. E se ninguém escreve aquilo que eu quero ler, escrevo eu. Se todos te dizem que és bela, então vou-te dizer que és horrível. Não que acredite, mas eles também não. 

Sou sincero naquilo que digo e se digo que quero estar contigo, o mínimo é desligares o telemóvel antes que eu me passe e te diga o quanto não te amo, mas gostaria.

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